Chegada do Homem à Lua


Chegada do homem à Lua completa 40 anos


Hoje, a chegada da nave Apollo 11 à Lua completa quatro décadas. Os passos de Neil Armstrong sobre a superfície lunar pararam o mundo no dia 20 de julho de 1969. Desde então, apenas 12 astronautas tiveram essa oportunidade.


A nave Apollo 11 decolou no dia 16 de julho daquele ano, tripulada, além de Neil Armstrong, pelos astronautas Buzz Aldrin e Michael Collins. Quatro dias depois, enquanto 500 milhões de pessoas em torno do mundo esperavam ansiosamente, aglomeradas junto a rádios e telas de televisão de imagem borrada, Armstrong desceu a escada do módulo sobre a superfície lunar.

Dia do Amigo!!!!

20 de julho - DIA DO AMIGO
Amigo é aquele diante de quem podemos pensar em voz alta.

Luis Fernando Veríssimo


DIMINUTIVOS


Sempre pensei que ninguém batia o brasileiro no uso do diminutivo, essa nossa mania de reduzir tudo à mínima dimensão, seja um cafezinho, um cineminha ou uma vidinha.

Só o que varia é a inflexão da voz.

Se alguém diz, por exemplo, "Ô vidinha", você sabe que ele está se referindo a uma vida com todas as mordomias.

Nem é uma vida, é um comercial de cigarro com longa metragem.

Um vidão. Mas se disser "Ah vidinha..." o coitado está se queixando dela, e com toda a razão.

Há anos que o seu único divertimento é tirar sapatos e fazer xixi.

Mas nos dois casos o diminutivo é usado com o mesmo carinho.

O francês tem o seu "tout petit peu", que não é um diminutivo, é um exagero.

Um "pouco todo pequeno" é muita explicação para tão pouco.

Os mexicanos usam o "poco", o "poquito" e -- menos ainda que o "poquito" -- o "poquetín".

Mas ninguém bate o brasileiro.

Era o que eu pensava até o dia, na Itália, em que ouvi alguém dizer que alguma coisa duraria um "mezzoretto".

Não sei se a grafia é essa mesma, mas um povo que consegue, numa palavra, reduzir uma meia hora de tamanho -- e você não tem nenhuma dúvida de que um "mezzoretto" dura os mesmos trinta minutos de uma meia hora convencional, mas passa muito mais depressa -- é invencível em matéria de diminutivo.

O diminutivo é uma maneira ao mesmo tempo afetuosa e precavida de usar a linguagem. Afetuosa porque geralmente o usamos para designar o que é agradável, aquelas coisas tão afáveis que se deixam diminuir sem perder o sentido.

E precavida porque também o usamos para desarmar certas palavras que, na sua forma original, são ameaçadoras demais. "Operação", por exemplo. É uma palavra assustadora.

Pior do que "intervenção cirúrgica", porque promete uma intervenção muito mais radical nos intestinos.

Uma operação certamente durará horas e os resultados são incertos. Suas chances de sobreviver a uma operação... sei não.

Melhor se preparar para o pior.

Já uma operaçãozinha é uma mera formalidade. Anestesia local e duas aspirinas depois.

Uma coisa tão banal que quase dispensa a presença do paciente. [...]

No Brasil, usa-se o diminutivo principalmente em relação à comida.

Nada nos desperta sentimentos tão carinhosos quanto uma boa comidinha. -

Mais um feijãozinho?

O feijãozinho passou dois dias borbulhando num daqueles caldeirões de antropófagos com capacidade para três missionários.

Leva porcos inteiros, todos os miúdos e temperos conhecidos e, parece, um missionário.

Mas a dona de casa o trata como um mingau de todos os dias.

- Mais um feijãozinho? - Um pouquinho.

- E uma farofinha?

- Ao lado do arrozinho? - Isso.

- E quem sabe mais uma cervejinha? - Obrigadinho.

O diminutivo é também uma forma de disfarçar o nosso entusiasmo pelas grandes porções.

E tem um efeito psicológico inegável.

Você pode passar horas tomando "cervejinha" em cima de "cervejinha" sem nenhum dos efeitos que sofreria depois de apenas duas cervejas.

- E agora, um docinho.

E surge um tacho de ambrosia que é um porta-aviões.

Bodas de Ouro de meus Pais




...Quanta esperança e desejo de plena união

com felicidade construindo um sentimento sólido e duradouro...


DIA 10 DE JULHO DE 1959.

Se casam Ismael e Iracema.




MEU PAI E MINHA MÃE


...vocês são exemplo do amor,compreensão e fidelidade, afinal de contas são cinqüenta anos, cinco décadas de dedicação, carinho e muita luta que fizeram de vocês duas pessoas que descobriram um no outro o que há de mais belo, a união, a entrega, a vivência de um para com o outro, tanta luta...tantos momentos bons....e ruins também ...que contribuiram para construir uma união sólida...duradoura....lutaram juntos em busca de melhores dias para todos


Hoje vocês não podem imaginar a vida de um sem o outro


Já disseram que tudo passa, mas o amor e a fé permanecem, e vocês graças a Deus, se alimentam dessas duas coisas,e contam com o companheirismo um do outro.


Parabéns, a sublimidade da história de vocês realmente merece um homenagem especial neste dia e que as bodas de ouro seja uma pequena parte da maior homenagem que a vida dará a vocês, a felicidade porque voces merecem...


Obrigada por vocês existirem e estarem juntos....


Uma homenagem singela de sua filha


Aprendiz

Se...

Se eu pudesse deixar algum presente a você,
deixaria acesso ao sentimento de amar a vida dos seres humanos.
A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora...
Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem.
A capacidade de escolher novos rumos.
Deixaria para você, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável:
Além do pão, o trabalho.
Além do trabalho, a ação.
E, quando tudo mais faltasse, um segredo:
O de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída."

Mahatma Gandhi

Sonho Impossível - Maria Bethânia




Sonhar
Mais um sonho impossível
Lutar
Quando é fácil ceder

Vencer
O inimigo invencível

Negar
Quando a regra é vender









Sofrer
A tortura implacável

Romper
A incabível prisão

Voar
Num limite improvável

Tocar
O inacessível chão

É minha lei,
é minha questão

Virar esse mundo
Cravar esse chão

Não me importa saber
Se é terrível demais

Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã, se esse chão que eu beijei
For meu leito e perdão
Vou saber que valeu delirar
E morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão...

Cronica de Danuza Leão


Não há nada que me deixe mais frustrada

do que pedir sorvete de sobremesa,

contar os minutos até ele chegar

e aí ver o garçom colocar na minha frente

uma bolinha minúscula do meu sorvete preferido.

Uma só.

Quanto mais sofisticado o restaurante,

menor a porção da sobremesa.

Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência,

comprar um litro de sorvete bem cremoso

e saborear em casa com direito a repetir quantas

vezes a gente quiser,

sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.

O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano.

A vida anda cheia de meias porções,

de prazeres meia-boca,

de aventuras pela metade.

A gente sai pra jantar, mas come pouco.

Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons.

Conquista a chamada liberdade sexual,

mas tem que fingir que é difícil

(a imensa maioria das mulheres

continua com pavor de ser rotulada de 'fácil').

Adora tomar um banho demorado,

mas se contém para não desperdiçar os recursos do planeta.

Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo,

mas tem medo de fazer papel ridículo.

Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD,

esparramada no sofá,

mas se obriga a ir malhar.

E por aí vai.

Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar',

tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação...

Aí a vida vai ficando sem tempero,

politicamente correta

e existencialmente sem-graça,

enquanto a gente vai ficando melancolicamente

sem tesão...

Às vezes dá vontade de fazer tudo 'errado'.

Deixar de lado a régua,

o compasso,

a bússola,

a balança

e os 10 mandamentos.

Ser ridícula, inadequada, incoerente

e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito.

Recusar prazeres incompletos e meias porções.

Até Santo Agostinho, que foi santo, uma vez se rebelou

e disse uma frase mais ou menos assim:

'Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora'...

Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem,

podemos (devemos?) desejar

várias bolas de sorvete,

bombons de muitos sabores,

vários beijos bem dados,

a água batendo sem pressa no corpo,

o coração saciado.

Um dia a gente cria juízo.

Um dia.

Não tem que ser agora.

Por isso, garçom, por favor, me traga:

cinco bolas de sorvete de chocolate,

um sofá pra eu ver 10 episódios do 'Law and Order',

uma caixa de trufas bem macias

e o Richard Gere,

nú,

embrulhado para presente.

OK?

Não necessariamente nessa ordem.

Depois a gente vê como é que faz para consertar o estrago . . .